Prosperidade e a Marcha da Idiotia.
Este post tem duas fontes inspiradoras: a primeira foi a resposta que o Deputado e Bispo Robson Rodovalho deu ao Pr. Renato Vargens à uma carta aberta que este lhe enviara. Se quiser lê-la: (http://renatovargens.blogspot.com/2009/11/prezados-irmaos-segue-abaixo-resposta.html); a segunda fonte foi um vídeo sobre a “Marcha para Jesus” (http://www.acaoreacao.blogspot.com/). Fiquei estupefato e paralisado por alguns minutos diante destes dois episódios. Fiquei triste, muito triste: pensar que a igreja por quem Jesus morreu chegou aonde chegou. De um lado, líderes com pensamentos completamente distantes do espírito e do conteúdo dos evangelhos. Por outro, uma igreja idiotizada, insensata, tola.
Quanto ao primeiro episódio, Renato, amigo querido, já deu algumas respostas devidas. Mas quero complementar que um pouquinho de sensatez e de algumas sinapses básicas que revelem um mínimo de conhecimento e honestidade bíblica já seriam suficientes para detonar os pensamentos desta oportunista e mercantilista Teologia da Prosperidade. Quer pensar outras pontos comigo?
No post intitulado Sucesso que nada! Faço algumas afirmações que gostaria de reaplicá-las aqui. O maior e pior perigo desta vida estressante pela busca do sucesso e da prosperidade é o descambo ocorrido na visão de mundo e na missão de vida: quem centraliza sua vida na busca destas coisas vive para si e desconsidera o serviço ao próximo, não dedica o seu tempo e disposição para ser solidário e prestadio. Afinal, em todo o tempo terá de buscar a prosperidade. Mas Deus nos criou e nos salvou para que nós sirvamos.
Nossa missão e visão de mundo, como cristãos, estão fora de nós mesmos, estão no outro, estão no amparo, estão na doação, na diaconia, no amor. Centrar-se na busca pela prosperidade nos torna narcisistas, hedonistas, triunfalistas, egoístas, doentes. Contudo, o que busca uma vida simples onde as necessidades são analisadas quanto a sua realidade e são supridas dentro de uma lógica modesta e sóbria, descobrirá tempo para viver muito melhor e para se colocar em disponibilidade para o favor alheio. Na verdade, quem se dispõe a enxergar ao outro para servi-lo, passa a enxergar a vida de modo muito mais altruísta, mas abnegado, suas demandas serão muito mais simples e humildes, pois seus olhares estarão abertos para ver o mundo como um campo que precisa urgente de ajuda e não como um teatro para a realização e satisfação pessoal, como o fazem os da Prosperidade.
Peço-lhes que leiam duas obras que me ajudaram muito a entender este tema tão relevante: Tive Fome, Série Lausanne 1, ABU e Cristãos Ricos em Tempos de Fome, de Ronald J. Sider, Sinodal. Se você quer algo mais rápido, assista o que John Piper diz sobre o tema neste link: http://www.youtube.com/watch?v=zdvXqO7aBBo.
Menos indignado e mais triste fiquei ao assistir ao vídeo. Neste, um repórter entrevista os participantes da chamada “Marcha Para Jesus”. O que pensar dessa igreja revelada por aqueles entrevistados? Sendo franco com o que senti, fiquei envergonhado. Será esta a verdade sobre a igreja? Uma igreja sem cérebro, do oba-oba, cheia de fanfarronices e presepadas? A julgar pelo que vemos no vídeo, podemos pensar que a igreja evangélica é uma igreja que marcha para o nada, ou pior, marcha para um despenhadeiro onde sua dignidade despenca em rios de idiotice. Não, Jesus não morreu por uma igreja idiota. Mas esta é outra questão importante que vou deixar para o post da semana que vem, ok?
Até,
Com sensatez, deixemos de coisa e cuidemos da vida.
Vanderley

novembro 19th, 2009 at 13:07
Sem palavras para classificar o semi-divino texto, Vand.
Gostaria de apenas ressaltar que a teologia da prosperidade, bem como as excessivas manifestações de “encostos” em outras doutrinas combinam com o comportamento de manipuladores de massa. Veja bem, não digo que quem propague esse tipo de doutrina seja um manipulador, mas que combina comas características de movimentos de manipulação de massa.
1 – Repetições contínuas – Seja no sermão ou nas músicas, cansam o cérebro e colocam as pessoas no estado pré-hipnótico
2 – Muita preocupação em estabelecer o preletor como autoridade – Serve para fazer com que o ouvinte olhe de baixo pra cima, esta manobra ajuda na quebra do senso diretor do ser humano (também conhecido como senso crítico) e;
3 – Promessas de riqueza e curas – Colocam o preletor na falsa posição de resolver os problemas dos ouvintes e como todo mundo quer ser cuidado e ter seus problemas resolvidos, isso ajuda na direito de ser ouvido.
Enfim, não sou especialista em programação neuro-lingüística, mas já li sobre estes truques de manipulação usados por ditadores populistas, políticos, líderes de seitas e outros manipuladores de massa.
Repudio todo e qualquer truque para a pregação do Evangelho. Ele se basta.
Graça, paz e um abraço.
junho 9th, 2010 at 20:00
Boa noite como vai,gostaria de saber comno prosperar de verdade