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	<title>Ensaio Puro e Simples</title>
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		<title>Da superficialidade à profundidade à superfície</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 19:54:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vandi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Dificilmente alguém ouve a palavra superficialidade sem pensar em algo negativo, como banalidade, sem relevância ou importância, descartável. Mas quero pensar sobre ela em outra direção.
Há muitas e sedutoras vantagens em ser superficial. O superficial – aquele que vive livremente na superfície &#8211; é mais livre em suas escolhas e representações, pois não está preso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dificilmente alguém ouve a palavra superficialidade sem pensar em algo negativo, como banalidade, sem relevância ou importância, descartável. Mas quero pensar sobre ela em outra direção.</p>
<p>Há muitas e sedutoras vantagens em ser superficial. O superficial – aquele que vive livremente na superfície &#8211; é mais livre em suas escolhas e representações, pois não está preso à hermeticidade de fundamentos ou doutrinas. O superficial pode lançar mão de seus instintos, de sua intuição para concluir ou significar algo. Talvez seja neste sentido que Fernando Pessoa tenha dito que “a superficialidade na erudição é o melhor modo de ler bem e ser profundo”.<br />
O superficial sofre menos, pois a dor, quase sempre, está no fundo de algo – em um saber que estava oculto e que veio à tona pra gerar angústia. O superficial sorri mais, dorme melhor, pois sua mente está solta no banal ou no simples. Quando criança, eu ia dormir pensando apenas se, no dia seguinte, o tempo estaria bom para soltar cafifa ou ir à praia. Quantas vezes desenhei um sol na terra para trazê-lo ao meu dia&#8230; Ali, na superfície, é que passa a brisa, é que estão as cores, é o lugar da cadeira de balanço, do riso solto.</p>
<p>Mas tem coisas que estragam a superficialidade – a vida na superfície.  E o que mais causa danos à vida na superfície é o desconhecimento do profundo. A superficialidade só pode ser boa se eu sei do profundo, mas escolho ficar na superfície. Quem não sofreu a dor do profundo, não pode, não conseguirá viver a felicidade da superfície. Não que só haja dor no fundo. Lá também tem silêncio, tem verdade, tem outro tipo de gozo, mas, o que é mais importante, é lá que está todo o sentido que falta na superfície.</p>
<p>Há muitas verdades que, em si mesmas, não trazem profundidade, mas no fundo que lhes suporta.  Vejamos o cogito de Descartes: “penso, logo existo”. A profundidade desta frase só pode ser alcançada se soubermos sob qual fundo descansa. Para Descartes, porque há um Deus sumamente bom eu posso ter a certeza de que não estou enganado quando concluo que existo por pensar. Descartes só podia falar de superficialidades – como a linguagem, o pensar – porque foi fundo em sua lógica: a crença em uma verdade universal e necessária, cujo único fundamento é a afirmação de um Deus sumamente bom. Ao contrário de Descartes, para Nietzsche não há nada no fundo &#8211; o que vemos é o que há: puro caos de forças enganadoras que só podem ser supostamente acessadas por meio de uma linguagem que não apreende verdade alguma. O superficial, então, em si mesmo, tendo-se ignorado e desprezado o fundo, é trágico, louco, mortal, enganador. Não foi sem propósitos que Nietzsche considerou Descartes superficial em seu cogito. E foi mesmo! Descartes, por sua lógica profunda, a partir dela, podia dar sentido ao que há de mais simples na superfície: “penso, logo existo”.</p>
<p>Falando em forma de parábola: a profundidade é como uma criança que não conseguia brincar no quintal de sua casa, pois tinha medo do que poderia haver no porão da mesma. A até que um dia decide nele entrar, acende a luz e, após verificar que o que estava lá não trazia perigo algum, pode brincar livremente na superfície de seu quintal. É verdade que ficar no porão não tem muita graça ou mesmo graça alguma, mas só posso sentir-me livre na superfície se conhecer e me livrar do medo que o porão me provoca. O mesmo pode ser dito para o sótão, pois as coisas profundas do alto precisam ser conhecidas para que eu viva livre na superfície sem medo do que lá existe.</p>
<p>Para mim, no fundo, no fundo, mas no fundo mesmo, sempre vou encontrar uma mão amorosa me esperando. Eu sei que Jesus estará sempre lá: posso existir sem medo na superfície.</p>
<p>A vida fica melhor nesta dinâmica do ir/ver/voltar; ir para o fundo na coragem de buscar enxergar a verdade sobre nós, sobre Deus, sobre a vida e voltar para a superfície – a vida com seus sonhos, seus atos e seus gozos e o sentido que o fundo, o profundo, lhe empresta.</p>
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		<title>Larga o osso, larga!</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 17:59:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vandi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Larga esse osso, larga!
Que coisa mais irritante é assistir políticos que se valem de todo tipo de artimanha para manterem-se no poder. Ainda que filmados na cena da falcatrua ou pegos com a mão na botija, ainda assim, fazem de tudo para não largarem o osso, não perderem a mamata. Mas não quero prender-me ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Larga esse osso, larga!<br />
Que coisa mais irritante é assistir políticos que se valem de todo tipo de artimanha para manterem-se no poder. Ainda que filmados na cena da falcatrua ou pegos com a mão na botija, ainda assim, fazem de tudo para não largarem o osso, não perderem a mamata. Mas não quero prender-me ao espanto desta atitude; acho que devemos refletir se nós também não temos “ossos” que já deveríamos ter largado.<br />
Quando ouço a expressão “larga o osso”, logo penso no cachorro que faz de tudo para que ninguém lhe tire o osso que está roendo. É incrível como alguns cachorrinhos tão mansos viram verdadeiras feras quando alguém lhes ameaça tirar o osso. Passamos a usar esta expressão para traduzir a nossa dificuldade em largar as funções ou posições que ocupamos. O que faz com que nos apeguemos tanto aos nossos ossos funcionais ou profissionais? Por que não largamos os ossos de nossos cargos e trabalhos?<br />
Pensando na minha experiência e na de algumas pessoas que conheço, creio que não largamos o osso por insegurança, por medo, por orgulho, por apego ao poder e ao status, por ganância ou por amarmos o que fazemos. Insegurança, pois em tempos de escassez e fome, ter um “osso para roer” nos traz, ainda que de modo fantasioso, tranqüilidade e segurança; medo, pois pensamos que podemos perder o que temos de mais importante na vida e que a mesma irá desmoronar – mas não se monta a vida sobre ossos; orgulho, pois não queremos dar o braço a torcer de que chegou a nossa hora de dar adeus e de sairmos de cena – é como se estivéssemos fracassando; apego ao poder e ao status, principalmente pelos benefícios que nos trazem e dos quais, não queremos abrir mão; ganância, este desejo insano de querer sempre e mais e de sugar todo o beneficio que puder do que fazemos; amor, pois nada preenche melhor a vida do que fazer o que se ama. A despeito da razão de nos apegarmos ao que fazemos, precisamos pensar se não está na hora de largarmos, sim, o osso.<br />
Quando, então, devemos largar o osso? Não acho que seja fácil responder, mas se identificamos o nosso apego ao que fazemos por razões únicas de poder, orgulho, insegurança, medo ou ganância, precisamos pensar se não estamos sendo prejudiciais. Alguns indicadores podem nos ajudar: os resultados objetivos, pois se não consigo alcançá-los após recorrentes e prolongadas tentativas, pode ser que não esteja percebendo minha hora de sair de fininho e dar lugar a outro. Mas, somente o próprio roedor é capaz de saber se já tentou tudo o que devia. O feedback dos que estão com a gente na jornada pode ser outro indicativo, pois se muitos há muito tempo se mostram insatisfeitos com meu trabalho, pode estar na hora de sair. A saúde, pois se meu trabalho me é nocivo – ou se eu sou nocivo para os que comigo trabalham -, devo viver de outra fonte ou de outra forma. Mesmo se for o amor a razão de não largar o que faço, pode não ser esta uma justificativa razoável para me manter na função ou no cargo, pois posso estar prejudicando o próprio trabalho e as pessoas ligadas a ele.<br />
Pense se você, assim como eu, já não passou da hora de largar o alguns ossos que nos são muito caros e bons de roer. Mas, talvez ainda seja tempo de ficar com ele – com o osso. Só Deus pode lhe ajudar nesta resposta. Mas, acima de tudo, precisamos ser verdadeiros, sermos honestos com as causas reais que nos fazem não largar o osso. E, se nesta avaliação do que se passa no seu coração, você conseguir enxergar uma razão que não justifique e aprove este seu apego ao que faz, se assim é, lhe aconselho: fique em paz, seja benção em outro lugar ou em outro modo e função, tenha coragem de passar o bastão: larga o osso, larga!<br />
Deixemos de coisa e cuidemos da vida (e do osso certo)&#8230;</p>
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		<title>Pelo amor de Deus: dê um grito&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Oct 2011 23:13:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vandi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ética]]></category>

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		<description><![CDATA[

Acabo
de ouvir isto de um amigo, o Osmani: “A sociedade não conseguiria viver com uma
polícia que fosse realmente ética”. Vamos falar sério: será que conseguiríamos
viver em uma sociedade sem corrupção? E se a polícia parar de aceitar ou pedir
propina? Tenho amigos cuja documentação veicular está atrasada há anos. No
fundo eles sabem que sempre se pode [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="3" face="Times New Roman"></p>
<p></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; line-height: 150%;" class="MsoNormal"><span style='line-height: 150%; font-family: "Arial","sans-serif"; font-size: 12pt;'>Acabo<br />
de ouvir isto de um amigo, o Osmani: “A sociedade não conseguiria viver com uma<br />
polícia que fosse realmente ética”. Vamos falar sério: será que conseguiríamos<br />
viver em uma sociedade sem corrupção? E se a polícia parar de aceitar ou pedir<br />
propina? Tenho amigos cuja documentação veicular está atrasada há anos. No<br />
fundo eles sabem que sempre se pode dar um jeitinho. E se os fiscais não<br />
aceitassem suborno, quais negócios continuariam funcionando? E se nossas contas<br />
bancárias e bens fossem minuciosamente fiscalizados, nosso pagamento de impostos<br />
seria do mesmo valor? E se o tráfico de drogas fosse impedido, resistiríamos �<br />
tamanha opressão? E se os empregados tiverem seus direitos trabalhistas (salário,<br />
encargos, horários, etc.) realmente garantidos, os manteríamos? <?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /><o:p></o:p></span></p>
<p><font size="3" face="Times New Roman"></p>
<p></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; line-height: 150%;" class="MsoNormal"><span style='line-height: 150%; font-family: "Arial","sans-serif"; font-size: 12pt;'>Não<br />
tenho dúvidas de que a corrupção é uma desgraça destruidora, devastadora da<br />
sociedade, mas precisamos pensar o quanto temos sido corruptores quando nossa<br />
ética se perverte em prol de alguma vantagem.<o:p></o:p></span></p>
<p><font size="3" face="Times New Roman"></p>
<p></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; line-height: 150%;" class="MsoNormal"><span style='line-height: 150%; font-family: "Arial","sans-serif"; font-size: 12pt;'>Bastam<br />
duas ações para se não acabar, diminuir a corrupção: não sermos coniventes e<br />
não sermos passivos com os corruptos. Somos os produtores da corrupção quando<br />
nutrimos o corrupto, aceitando o seu suborno, comprando sua droga, seu produto ilegal.<br />
Mas também somos autores da corrupção quando somos passivos, inertes diante de<br />
tanta desonestidade. <o:p></o:p></span></p>
<p><font size="3" face="Times New Roman"></p>
<p></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; line-height: 150%;" class="MsoNormal"><span style='line-height: 150%; font-family: "Arial","sans-serif"; font-size: 12pt;'>É tanta<br />
roubalheira e tanta podridão que talvez estejamos naturalizando estas coisas,<br />
nos acomodando a elas, mas nosso estupor deve crescer a cada dia. Há nomes que<br />
quando penso neles fico estarrecido, irado, nauseado: gente ligada a federações<br />
ou confederações desportivas, empresários gosmentos e fedorentos, políticos<br />
malditos – corja de safadezas sínicas e desumanas. Mas somos nós que os colocamos<br />
lá. A culpa é nossa! Nós, além de os colocarmos lá, nada fazemos para tirá-los,<br />
mesmo diante de tantas e comprovadas traficâncias e velhacarias. São falcatruas<br />
sem fim&#8230; e, ainda assim, nos calamos e os devolvemos a seus cargos de espoliação.<br />
<span style="mso-spacerun: yes;">&nbsp;</span>Muito pior que votar em palhaços semi<br />
analfabetos, em ignorantes e incompetentes que só querem um emprego de<br />
altíssimo salário sem fazer qualquer esforço, é eleger e, pior, reeleger esta<br />
escória de graduados no artifício de lesar e fraudar. Em nome de uma sociedade<br />
um pouco melhor pra nosso filhos, netos e para nós mesmos: já passou da hora de<br />
pagarmos o preço e deixarmos de ser os corruptores, seja por não mais bancarmos<br />
esta escumalha fétida, seja por gritarmos, literalmente, contra estes ladrões sínicos<br />
e desprezíveis, seja por votarmos em gente cuja vida tenha não apenas competência,<br />
mas dignidade comprovada. Pelo amor de Deus, pelo amor do que temos de mais<br />
sagrado na vida, em nome do que mais amamos: SAIA! GRITE! E NÃO VOTE MAIS NESTA<br />
PODRIDÃO QUE ASSOLA NOSSA GENTE. E, SE LHE FOR POSSIVEL, AJUDE AOS POBRES. PELO<br />
AMOR DE DEUS!<o:p></o:p></span></p>
<p><font size="3" face="Times New Roman"></p>
<p></font></p>
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		<title>Pelo amor de Deus: dê um grito&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Oct 2011 23:08:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vandi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<title>Desconstruídos para uma vida singular</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Sep 2011 22:25:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vandi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Meros subprodutos de instituições e forças poderosas que nos dominam. Mais que isto: nos constróem. Toda nossa subjetividade identitária foi sutilmente construída no decorrer de nossa história. É deste modo que assumimos nossos papéis sociais, nossas funções, nossas vocações, nossas profissões.
É deste processo que sai o professor que não passa de um mero reprodutor de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meros subprodutos de instituições e forças poderosas que nos dominam. Mais que isto: nos constróem. Toda nossa subjetividade identitária foi sutilmente construída no decorrer de nossa história. É deste modo que assumimos nossos papéis sociais, nossas funções, nossas vocações, nossas profissões.</p>
<p>É deste processo que sai o professor que não passa de um mero reprodutor de métodos ultrapassados e, o que é pior, de saberes caducos e anacrônicos, mas aos quais ele simplesmente repassa como se fossem o certo a se fazer. .</p>
<p>É deste processo que sai o médico que olha para seu paciente e não vê gente ali. O sujeito não é visto e seu corpo é analisado do mesmo modo que um mecânico vê uma máquina qualquer. Médicos insanos, cuja loucura é a de não se livrar de seus saberes desumanizantes onde a gente é coisificada. Dão a notícia trágica como se estivesse dizendo ao dono do carro: “tem que trocar o motor”, “a bateria pifou”&#8230;</p>
<p>É deste processo que sai o policial. Foi feito para combater o crime cometendo qualquer crime para cumprir este objetivo e, isto, quando o cumpre e não se vende a corrupção fácil. Fardam-se para poder usar de violência e truculência com o aval do Estado e da sociedade.</p>
<p>É deste processo que saem tantos pastores e padres: meros subprodutos de instituições religiosas falidas. Pastores cujas ministrações são caducas, anacrônicas; que desumanizam as pessoas e as tratam como produtos lucrativos; que se vêem como os paladinos defensores da moral – juízes e algozes que se autorizam em suas crueldades em nome de Deus.</p>
<p>Mas, não nos iludamos: eu e você estamos neste mesmo processo construtor: A nossa chance de libertação está em perguntar: This must be so?&#8230; e, então, olharmos pra Jesus.</p>
<p>Em Jesus vejo tudo tão simples e humano. Ele faz sentir-me guiado, cuidado e guardado. Em Jesus encontro toda a minha singularidade. Nele minha vida se desconstrói, dia a dia, para se reconstruir livremente, momento a momento.</p>
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		<title>Perversos e cínicos ou humanos que representam o amor de Deus</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Aug 2011 21:21:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vandi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Fico estupefato, atônito, assombrado, estarrecido, com a nossa capacidade de deixarmos de ficar estupefatos, atônitos, assombrados, estarrecidos com coisas que deveriam nos deixar estupefatos, atônitos, assombrados, estarrecidos. Pode-se chamar a isto de banalização ou conformismo – uma aceitação acrítica de coisas estabelecidas. De alienação – uma aceitação cega da realidade, desprovida de qualquer consciência quanto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fico estupefato, atônito, assombrado, estarrecido, com a nossa capacidade de deixarmos de ficar estupefatos, atônitos, assombrados, estarrecidos com coisas que deveriam nos deixar estupefatos, atônitos, assombrados, estarrecidos. Pode-se chamar a isto de banalização ou conformismo – uma aceitação acrítica de coisas estabelecidas. De alienação – uma aceitação cega da realidade, desprovida de qualquer consciência quanto aos problemas existentes. Ainda podemos chamar de egoísmo, injustiça, cinismo, indiferença. Para mim, não passa de perversidade. Somos perversos, cruéis, maus, sádicos, desumanos. Somos inviáveis. Uma humanidade assim é inviável.  </p>
<p>Vários episódios nos confrontam com esta faceta de nossa perversa humanidade. Quero relatar um destes que vivi recentemente. Convidado por um amigo, o Antonio, fui visitar Manguinhos &#8211; um complexo de favelas no Rio. Fomos guiados para um das moradias que se situava em uma trilha que beirava o rio Jacaré &#8211; um valão imundo. Levado por uma mãe que morava com seus três filhos em um barraco sem nenhuma higiene. Tudo era degradante. Uma verdadeira desgraça.</p>
<p>Fiquei multiplamente estarrecido, assombrado, atônito, estupefato.  Multiplamente, pois tais sentimentos derivaram de múltiplas fontes em minha mente.</p>
<p>A sociedade: como podemos ser capazes de nos distrair tanto e não percebermos esta realidade tão sabida e notória? Tanta gente na miséria ao nosso lado. Tantos abaixo da miséria – concidadãos, próximos, gente de minha terra, de minha cidade, talvez até de minha rua, vivendo sem ter onde dormir, o que comer, sem higiene, sem vaso, sem pia, sem geladeira, sem luz de qualquer tipo! Gente a quem Deus tanto ama, feita a sua imagem, feita para ser digna, ali, em degradação, desumanizada, coisificada. Como podemos nos calar ante esta atrocidade? Já é triste ver políticos safados e inescrupulosos serem eleitos. Ver a sociedade calada ao deixar que estes saiam ilesos e impunes diante de tanta corrupção&#8230; Mas vê-la inerte ante o descaso das autoridades, diante da miséria, da fome, da degradação da vida humana, isto é mesmo para nos deixar estupefatos, atônitos, assombrados, estarrecidos. Que grandes trevas, com certeza, se tornam a nossa luz!</p>
<p>O Estado: que palavras, meu Deus, usar para descrever esta gente podre, sem coração, dominada por ganância? Irresponsáveis? Incompetentes? Perversos. Queria xingá-los a contento, mas não consigo.</p>
<p>As Autoridades Públicas: Como não conseguem fazer prevalecer e serem cumpridos direitos inalienáveis, imprescindíveis, essenciais desta gente simples e incapaz de se defenderem a si mesmas?  Não existem para isto? São indesculpáveis, então.</p>
<p>Mas, o que muito me estarrece e assombra, é ver alguns dentre o povo chamado por Deus para socorrer aos pobres e miseráveis, chamado para saciar a fome de famintos, para vestir aos que estão nús, chamados para garantir saúde aos enfermos, amparar aos cativos&#8230; vê-los banalizando a dor alheia, se conformando com a miséria, aceitando cegamente a tragédia que se impõe a esta gente pobre e desprotegida. Há gente, sim, neste povo, que enxerga, se comove e tenta fazer algo, mas podem pouco, pois a demanda é gigantesca. É preciso mais gente: quem atenderá a este chamado? Temo que ninguém.  </p>
<p>Em algum lugar de seu bairro ou de sua cidade há, sim, gente vivendo em condição de degradação &#8211; muito abaixo dos limites do que pode ser considerado humano. Talvez você não queira saber disto. Talvez você pense que isto não é problema seu. Talvez você não passe de mais um desprezível e perverso cidadão de uma sociedade perversa e desprezível que está se lixando para o que está acontecendo com os miseráveis ao redor.</p>
<p> Mas, talvez, você tenha uma alma cristã e humana e queira fazer algo para, quem sabe, ajudar a mudar a história de alguém que vive em condições degradantes. Se você é um destes, dou uma dica: não tente fazer nada sozinho. Junte-se a quem já faz algo: ONGs, Projetos Sociais, Missões&#8230; Será mais viável e prudente fazer algo deste modo.</p>
<p>Ao finalizar este texto confesso que me domina um sentimento muito ruim. Sinto-me como se fosse um daqueles discípulos que estavam no Caminho de Emaús antes de Jesus se revelar para eles: desolado, pois isto não vai dar em nada. Não sou melhor mesmo do que ninguém e este texto é antes de tudo pra mim mesmo. Mas vi, sim, a miséria de perto e sei que não precisava ser assim. Mas é assim que é. É assim que está. É assim que será? A miséria tem pressa, mas não tem pernas próprias pra andar. Precisa da gente! Nós é que temos de revelar a presença amorosa de Jesus na vida dos que vivem na desolação. E isto se faz com ações que realmente ajudam e socorram.</p>
<p>Queiramos ou não temos apenas duas escolhas: sermos parte do grupo de perversos que estão indiferentes ao pobre, aflito e necessitado, ou fazer parte do grupo dos que sabem que devem fazer algo pelos que mais carecem de socorro.</p>
<p>Podemos terminar este texto como temos terminado tantos outros: nada muda. Mas, não há outra opção: perversos e cínicos, ou humanos que revelam o caráter amoroso e misericordioso de Deus Pai.</p>
<p>Até.</p>
<p>Deixemos de coisa e cuidemos da vida de quem mais precisa&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Azul-esperança-ânimo matutino, mantra e o Pai.</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jul 2011 22:37:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vandi</dc:creator>
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		<description><![CDATA[De uma janela, ainda deitado, vi o céu cinza, nuvens não me deixando ver o azul-esperança-ânimo matutino. Que dificuldade para levantar. Consigo me sentar. Fico ali. Cabeça baixa. Pensando em sei lá o que&#8230; Suspiro e me levanto. Vou ao banheiro, escovo os dentes. Por outra janela ainda o céu coberto. Sem vento ou chuva, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De uma janela, ainda deitado, vi o céu cinza, nuvens não me deixando ver o azul-esperança-ânimo matutino. Que dificuldade para levantar. Consigo me sentar. Fico ali. Cabeça baixa. Pensando em sei lá o que&#8230; Suspiro e me levanto. Vou ao banheiro, escovo os dentes. Por outra janela ainda o céu coberto. Sem vento ou chuva, ao menos.  O café me dá certo ânimo, mas o céu ainda cinza me dá esta sensação estranha de que faltam dois níveis de vigor e energia. Um simples céu sem seu azul me afeta tanto, como pode?</p>
<p>Imagino-me voltando pra cama e levantando outra vez&#8230;</p>
<p> Acordo. Fecho logo os olhos e imagino o céu azul com seu azul-esperança-ânimo matutino. Decido viver o dia com vigor, com alegria. Ponho em minha mente uma certeza que me energize para viver este dia. Procuro uma sentença, uma narrativa, uma frase que me seja verdadeira e me acompanhe cada instante deste dia. Fico repetindo-a em minha mente como um mantra. O termo advém do sânscrito man (mente) e tra (alavanca). Assim, o mantra é um termo que escolhemos que servirá como uma alavanca para seguirmos avante. Firme e animado encharco minha mente com ele.</p>
<p>Quando o céu está azul é ele mesmo o meu mantra. Quer dizer, não exatamente o seu azul-esperança-matutino, mas algo que lhe está implícito. Na verdade é o mesmo algo que está por trás de cada mantra que escolho. No azul ou nas sentenças há o mesmo algo que me levanta e me alavanca, me move em esperança e renovado ânimo: O Pai está celebrando a minha vida, pois voltei para os seus braços.</p>
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		<title>Basta esta razão pra você não desanimar!</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Jun 2011 19:30:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vandi</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Deus está cuidando de você. Jamais deixe nada tirar esta certeza de tua mente: todas as coisas, todas as áreas, todas as dimensões em tua vida estão sob o cuidado amoroso de Deus. Ele mesmo foi quem nos disse isto. Deus tem cuidado de nós.
Convença a sua mente disto repetindo para ela esta verdade. Não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Deus está cuidando de você. Jamais deixe nada tirar esta certeza de tua mente: todas as coisas, todas as áreas, todas as dimensões em tua vida estão sob o cuidado amoroso de Deus. Ele mesmo foi quem nos disse isto. Deus tem cuidado de nós.</p>
<p>Convença a sua mente disto repetindo para ela esta verdade. Não se deixe fixar os pensamentos nas adversidades ou mesmo na ausência de recursos, pois não importa as circunstâncias ou toda a escassez se Deus está cuidando de tudo, pois Ele pode a tudo mudar e é o Senhor de todas as coisas. Não desanime: Deus cuidará de ti! Deus proverá! Sempre!</p>
<p>Não desanime, Deus proverá;</p>
<p>Deus velará por ti;</p>
<p>Sob Suas asas te acolherá;</p>
<p>Deus velará por ti.</p>
<p>Deus cuidará de ti</p>
<p>No teu viver, no teu sofrer;</p>
<p>Seu olhar te acompanhará;</p>
<p>Deus velará por ti.</p>
<p>Se o coração palpitar de dor,</p>
<p>Deus vetará por ti;</p>
<p>Tu já provaste Seu terno amor.</p>
<p>Deus velará por ti.</p>
<p>Nos desalentos, nas provações,</p>
<p>Deus velará por ti;</p>
<p>Lembra-te dEle nas tentações;</p>
<p>Deus velará por ti.</p>
<p>Tudo o que pedes, Ele fará;</p>
<p>Deus velará por ti;</p>
<p>E o que precisas, não negará.</p>
<p>Deus velará por ti.</p>
<p>Como estiveres, não temas, vem!</p>
<p>Deus velará por ti;</p>
<p>Ele te entende e te ama bem!</p>
<p>Deus velará por ti.</p>
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		<title>O caminho de Jesus pra felicidade</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jun 2011 22:28:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vandi</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O caminho de Jesus para felicidade não é o mesmo que se apresenta por aí, pois sua proposta em nada se relaciona a sucesso, reconhecimento, achar alguém especial para se casar, se realizar em alguma coisa. Sua proposta está em outra dimensão e dará outro significado a estas coisas citadas.
Pra Jesus, o primeiro passo para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O caminho de Jesus para felicidade não é o mesmo que se apresenta por aí, pois sua proposta em nada se relaciona a sucesso, reconhecimento, achar alguém especial para se casar, se realizar em alguma coisa. Sua proposta está em outra dimensão e dará outro significado a estas coisas citadas.</p>
<p>Pra Jesus, o primeiro passo para a felicidade está no reconhecimento da própria falência. Feliz é quem sabe que não tem nada em si mesmo que possa fazê-lo ser aceito por Deus. Feliz é quem se coloca em plena simplicidade e humildade sabendo que, Diante de Deus, nada têm em si mesmo para Lhe oferecer, a não ser responder a Seus amorosos e graciosos braços estendidos para nos acolher.</p>
<p>Pra Jesus, ninguém passa pela felicidade sem lágrimas. Parece contraditório, sim, mas o fato é que pra ser feliz temos que ter atravessado um sincero choro por tudo em nossa história de vida que em nada se aproxima da vida amorosa de Jesus. Feliz é quem olha pra sua história, sabe do que deve se arrepender; olha pra frente e sabe que tem braços amorosos ávidos por nos acolher e nos dar uma nova força e vigor para começar de novo e bem melhor.</p>
<p>Pra Jesus, feliz é quem enfrenta a vida com uma profunda gentileza e calma. Feliz é quem consegue amansar a própria alma, mesmo diante de adversidades e conflitos; quem consegue amansar a fala, mesmo diante de gente chata e agressiva; quem consegue amansar a mente, mesmo diante de demandas e preocupações. Feliz é quem mantém um espírito terno e manso.</p>
<p>Pra Jesus, feliz é quem não se conforme com um mundo de injustiças, mas lança a vida em uma busca faminta por justiça. Feliz é quem vive sedento de abrigar desabrigados, de acolher desassistidos, de amparar os oprimidos, de defender inocentes e necessitados.</p>
<p>Pra Jesus, feliz é quem enxerga a miséria alheia, mas a vê com a alma, com o coração. Feliz é o que se comove com a dor e o sofrimento alheios. Feliz é quem faz mais questão de promover a paz e o direito do que fazer valer seus direitos. É quem vê, age e vive com misericórdia. Este é feliz.</p>
<p>Pra Jesus, feliz é quem não enxerga ao outro e a vida com maus olhos. Feliz é quem não trata aos outros e a vida com malícia, mas com pureza. Os puros são felizes, pois não tendem a ver maldade em tudo, a não pensar o pior – antes retendo a esperança e a fé – torna a alma lavada de toda lama que nos impede de ver a mão amorosa de Deus em tudo o que nos acontece.    </p>
<p>Pra Jesus, feliz é quem vive pra gerar felicidade e paz nos corações e nas relações dos outros. Feliz é quem vive pra construir a paz seja onde estiver. Feliz é quem faz de sua vida esta missão: pacificar!</p>
<p>Pra Jesus, feliz é quem ama tanto a justiça ao ponto de não se intimidar com possíveis encalços. Feliz é quem vive pra Jesus e não arreda de seu amor e de seu testemunho por mais que seja ofendido e caluniado. É feliz por que sabe que sua cidadania primordial é a do Reino do amor paternal de Deus e que é este amor que deve ser revelado a todos.  É feliz porque, deste modo vivendo, sua vida se compara as mais exemplares das vidas: daqueles que Deus lançava mão para anunciar seus maravilhosos propósitos para a humanidade.</p>
<p>Quer ser feliz? Eis o caminho apontado por Jesus.    </p>
<p>Até.</p>
<p>Vandi</p>
<p>Deixemos de coisa e cuidemos (felizes) da vida!</p>
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		<title>Coisas que não têm vida própria:</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Apr 2011 20:13:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vandi</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Coisas que não têm vida própria:
Há coisas que esquecemos que não tem vida própria. São coisas que até pensamos existirem por si mesmas, mas não vivem, não, pois dependem totalmente de algo que as mantenham funcionando, que as mantenham vivas. Estas coisas &#8211; que já vou citar algumas &#8211; são como plantas que após serem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Coisas que não têm vida própria:</p>
<p>Há coisas que esquecemos que não tem vida própria. São coisas que até pensamos existirem por si mesmas, mas não vivem, não, pois dependem totalmente de algo que as mantenham funcionando, que as mantenham vivas. Estas coisas &#8211; que já vou citar algumas &#8211; são como plantas que após serem plantadas precisam de um cuidado adequado. Eu lamento ter descoberto isto meio tarde, mas ainda bem que descobri.</p>
<p>A amizade, por exemplo, precisa ser nutrida e isto tem de acontecer de mão dupla – tem de ser mutua. Mas, eu falo de amizade pra valer, daquelas que a gente se refestela ao encontrar, se larga em tanta liberdade de ser o que a gente realmente é, se deixa acontecer sem censura alguma – é desta amizade que eu falo. Esta tem de ser alimentada com encontros, com atenção, com procura, com papos, com doação, com muito riso e sem nenhuma birra. Mas, ao mesmo tempo, também precisa ser liberta de cobranças e exigências, mesmo se for daquilo que a mantém viva. Estas coisas têm de acontecer por escolha, por uma espontaneidade decidida. A amizade precisa delas, sim, mas se não as fizermos livremente acaba virando um peso e perde sua beleza. É daí que surge a frase: “é meu amigo, mas é chato pra caramba!”</p>
<p>O amor é outra coisa que não tem vida própria. O amor nasce do coração do Pai, mas se nutre ou se desenvolve em corações que se dispõem a cuidar do outro. Se fosse uma planta o amor teria que ser regado com carinho, com atenção, com humor, com atenção, com perdão, com carícias, com elogio, com Eros, com criatividade, com atenção, com humor, com carinho, com perdão, com carícias, com Eros, com elogio, com criatividade, com&#8230; Tudo isto e sem cessar. Tem casais que se surpreendem porque percebem ou ouvem o outro dizer que o amor acabou. O Amor não acaba; se existiu, foi desnutrido, descuidado e secou por inanição.</p>
<p>A Fé não vive por si mesma, pois morre se não houver devoção e não houver ação. Quem quer ter sua fé revitalizada precisa se devotar a ela e precisa se doar por ela. Orações, meditações, ministrações, serviço, amor prático robustecem a fé. Fé que não se doa em obras de amor e não se disciplina em práticas espirituais continuas, morre.</p>
<p>Também temos a saúde, a alegria, a esperança e ainda outras coisas que precisam ser nutridas para manterem-se cheias de vida e vigor. Temos de, tão somente, estar atentos para cuidar-lhes devidamente. O problema surge quando nos voltamos demais para nossos próprios projetos ou trabalhos pessoais e nos esquecemos de cuidar destas coisas que, quando são cuidadas, nos enchem de vida.</p>
<p>É por isto que tenho terminado meus textos dizendo: “deixemos de coisas e cuidemos da vida”</p>
<p>Até.</p>
<p>Vandi</p>
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